Mês 1, 2, 3….

Outubro 30, 2008

Se o que realmente contasse para a construção de uma relação sólida fosse o segundo encontro, eu e o Duh já não estaríamos juntos. Explico. No segundo dia que nos encontramos, ele resolveu que sairíamos eu, a Dri, o Tunico e ele para beber uma cerveja no Real. Vê se pode, o Real, um boteco de esquina (literalmente) totalmente lama.

Lembro até hoje o que senti quando recebi a ligação dele me chamando para sair. E, não sei porque não resolvemos que iríamos sozinhos. O fato é que um sentimento de medo misturado com empolgação apoderou-se de mim enquanto estava a caminho da casa da Dri.

O terceiro encontro, se não me falha a memória, foi uma seção de cinema com todo mundo da banda que ele fazia parte no Bristol. O filme, Constantine, era péssimo, mas a companhia, ótima.

Depois, o primeiro encontro sem a companhia de amigos o tempo inteiro. Ele me levou para jantar no Pub que fica dentro do Consulado Inglês. E foi ótimo.

Lembro do prato que pedi, lembro do jazz tocando ao fundo… Lindo.

Claro que episódios marcantes não faltaram nessas primeiras semanas, quando estávamos nos conhecendo. Uma noite, combinamos de ir com a Ana, a Lu, o Zé e afins no Vivo Open Air. Eu adorava este evento, até hoje não sei porque não tem mais. Eu e o Duh estávamos tão ligados que esquecemos o Zé e a Lu lá, sozinhos e sem carona. E eu só fui lembrar no dia seguinte.

- Duh, acho que esquecemos a Lu e o Zé no Jóquey!

Veio, então o pedido oficial de namoro. O Thiago, que trabalhava no estúdio comigo e já conhecia o Duh de outros amigos, convidou-nos para uma balada no Bunker Loundge ou algo do gênero. Fomos, curtimos, conversamos… Em certa altura da noite, ele faz o pedido oficial como há muito tempo eu não ouvia:

- Você quer namorar comigo?

Fiquei lisonjeada e mais apaixonada, afinal quem é que faz isso nos dias de hoje?

O anúncio oficial foi no dia do aniversário dele, comemorado no Ó do Borogodó, com presença ilustre de amigos em comum e amigos dele. E, desde então, não nos largamos mais.

Alguém se lembra de algo que deixei passar?


Detalhes tão pequenos de nós dois

Outubro 27, 2008

Uma das várias etapas do casamento é montar o enxoval. Gasta-se muito, muito mesmo, mas é maravilhoso. Você vai comprando uma coisinha aqui, outra ali, e a casa vai tomando forma. Vai sendo construída aos poucos com pequenos detalhes que fazem toda a diferença. Afinal, uma cama é apenas uma cama qualquer sem os lençóis e os edredons.

Esse final de semana começamos o nosso enxoval, da lista compramos 1 jogo de toalhas, 1 cobertor, 1 lençol e 1 edredom. Tudo de cor natural, folhagens e claros. Nossa cara, ou a minha cara. É emocionante ver um sonho se construindo à medida que vamos adquirindo as coisas. Pode ser pequeno, por serem coisas meramente materiais, mas minha visão é outra. O que eu vejo são signos da realização de algo sonhado há muitos anos, quando ganhei o meu primeiro jogo de panelas de plástico.

Que menina nunca brincou de montar a casa? Nunca montou mentalmente todos os cômodos de seu próprio castelo em brincadeiras de criança? Lembro das vezes que resolvia brincar de casinha. Enterrava-me embaixo das cobertas e imaginava mini-camas, mini-fogões e mini-armários colocados estrategicamente na tenda-cobertor. Virava para o lado e fazia comida, virava para o outro e tomava banho.

Hoje, nada disso é brincadeira – muito pelo contrário, casamento é uma das decisões mais sérias da minha vida. Nunca pensei que iria gostar tanto de comprar coisas-do-lar. Hoje, entendo porque minha mãe adora gastar dinheiro com toalhas felpudas e deixei de achar bobagem namorar jogos americanos na Tok&Stok. Hoje percebo o que eu achava bobagem é, na realidade, um reflexo de nós mesmos transformado em um lar. No meu futuro lar com minha futura família.

Lojas:

www.shotime.com.br

www.zelo.com.br

www.tok&stok.com.br


Le septième art

Outubro 15, 2008

Para nós, geração Walt Disney, o cinema tem um peso diferente, tem outro significado. A maioria de nós, como eu, cresceu vendo os tantos filmes de contos de fadas lançados anualmente – desde Cinderela a Rei Leão –, ou emocionaram-se com a “Seção da Tarde”, com filmes que se repetiam ad infinitum – vide “Os Caçadores de Aventuras”, “Curtindo a Vida Adoidado” e tantos outros.

Acredito que o cinema tenha feito parte da nossa criação, ajudando a construir uma visão de mundo que, mesmo não sendo certa por ser totalmente ideal, pelo menos é mais divertida. Por isso, essa arte é recheada de magia e exerce certo fascínio em nós que gostamos de cultura.

Essa é uma das explicações que achei para sempre pensar em fatos da minha vida como parte de filmes que vi. Claro que não exatamente, pois sei que vivo no mundo real. Contudo, gosto de pensar assim, gosto de me inspirar em filmes.

Esse eu vi quando estava em Fortaleza. Fiquei por lá durante 3 meses em um verão em que ainda era instrutora de Swásthya Yôga. Faz tempo, muito tempo. E, claro, ainda não tinha conhecido o Duh. Era véspera de Natal e eu ficaria por lá para cobrir as férias dos instrutores da Unidade Aldeota. Certo momento, o pessoal me chamou para ir ao cinema para ver tal filme. Lembro de ter pensado no meu casamento, mesmo que as chances de isso acontecer na época eram remotas. Achei tudo perfeito, tudo mesmo. A partir de então, toda a vez que eu via o filme, pensava na mesma coisa.


A primeira prova

Outubro 13, 2008

Esse final de semana fiz a primeira prova de meu vestido de noiva. Foi só tirar as medidadas certas, com um pano branco que me colocaram no corpo. Nada demais, mas mesmo assim emocionante.

O pedido de casamento é sempre algo emocionante.  Acho importante que ele exista, mesmo não tendo nada de diferente. E é legal que seja uma surpresa, algo inesperado – mesmo que o assunto já tenha sido amplamente discutido pelo casal.

O Duh me fez o pedido de casamente de uma maneira toda especial e romântica. Este é o jeito dele. Nós já havíamos conversado sobre essa possibilidade diversas vezes, mas não existia nada de realmente concreto. Em um aniversário de namoro ele me preparou uma surpresa especial e me fez o pedido. Fiquei emocionada, surpresa, chocada e muito feliz.

Hoje, saiu uma notícia da primeira página da UOL sobre um pedido de casamento inusitado. Ela, apresentadora de um telejornal da BCC; ele, apresentador do tempo do mesmo programa.

Para ler e ver a matéria,  clique aqui.


Em forma: ações de uma noiva neurótica

Outubro 10, 2008

Ok, sei que alguns acharão besteiras as palavras que aqui colocarei – inclusive o Duh. Só que, mesmo assim, eu vou ser verdadeira com vocês. Sim, uma das minhas preocupações no dia do casamento está em estar magra, bem magra. Tão magra quanto um dia já fui. Já sei até o que alguns argumentarão:

- É uma prisão, é a ditadura da beleza, da magreza.

- Flavia, você é magra!

- Você vai ficar anorexa, com bulimia…

- Com a quantidade de exercícios que você faz, nãos precisa se preocupar. (Mentira, porque mesmo fazendo exercício eu engordei alguns quilinhos depois que parei de fumar)

Mas nada ai adiantar, estou em fase de emagrecer. Explico: como fotógrafa e amante de cinema, sei que essas mídias que recordam engordam muito e desejo parecer magra nas fotos. Assim, quando mostrar o álbum poderei falar:

- Você viu como eu era magra e bonita?

Bom, para isso resolvi tomar três atitudes.

Alimentação

Há 15 dias resolvi solicitar da minha grande amiga e nutricionista Gaúcha (Lú, obrigada!) uma dieta. Ela me passou uma de 1200 kcal muito boa e, aparentemente, já está surtindo efeito.

Ela não tem nada de inovador, mas me obriga a comer 6 vezes ao dia em pequenas quantidades. Dessa forma é possível controlar a fome e manter o metabolismo acelerado o dia todo. Antes, eu comia umas 3 ou 4, dependendo do dia.(Clique aqui para download da dieta)

Exercícios Físicos

Adoro fazer atividades físicas, mas confesso que andava um tanto cansada e preguiçosa. Resolvi que iria driblar todo o cansaço, ver menos os meus amigos e o Duh e dar prioridade a academia. Renovei meu plano anual da Aquasport (www.aquasport.com.br) e tento ir pelo menos 4 vezes por semana. Fico alternando entre ir pela manhã ou noite e, por vezes, vou duas vezes ao dia.

Minha rotina normal é:

Segunda: Bike e Jump

Terça: Bike

Quarta: Bike ou Jump, Abdominal ou não vou mesmo

Quinta: Bike

Sexta: Pump ou Bike

Sábado: Bike e Jump

Estou tentando colocar Pump as segundas também, mas tem sido difícil. Domingo eu sempre chego bem tarde em casa e não consigo acordar às 6hrs na segunda.

Pensamento

Acho que esse é o mais difícil de mudar, mas acho que está dando certo. Sempre que tenho alguma vontade grande de comer algo realmente gordo eu penso:

- O que é melhor: comer tal coisa ou ser magra e gostosa?

Desde então, todas às vezes que me coloco este questionamento prefiro a segunda opção e acabo deixando o chocolate ou o muffin de lado.

Claro que ainda não tive crises de comer chocolate, mas quando acontecer criei uma arma poderosa, um Alpino. Coloco um Alpino na boca e o deixo derreter até o final, sem morder.

Foto: Não, essa não sou eu, infelizmente… rs… A foto é da Veja.


A música de nossa história

Outubro 9, 2008

A primeira vez que eu ouvi essa música, ainda não conhecia o Duh. O cd foi lançado em 2003, 2 anos antes da Dri aprensentá-lo a mim. Na ocasião, me surpreendi achando que a letra era uma das maiores declarações de amor que um homem poderia fazer a uma mulher. E realmente o é. “Até quem me vê lendo jornal na fila do pão sabe que eu te encontrei”, diz um dos versos. Pensei: no dia que alguém me homenagear com tal música, é para casar!

Assim que conheci esse rapaz – o qual meu marido será – , ele me dedicou a tal da música. Perfeita, encaixou-se com o momento que estávamos vivendo. Eu estava a decidir se iria ou não fazer cinema no Rio De Janeiro (” e se o caso for de ir à praia, eu levo essa casa numa sacola para te acompanhar”), se iria embora desta cidade ou não. Uma decisão que provou-se correta quando eu desisti. E todo caso, irei casar com aquele que me dedicou tão belas palavras. Segue a música para vocês curtirem:


Inspirações

Outubro 8, 2008

O cinema… Quem me conhece bem sabe que a sétima arte é uma das maiores paixões da minha vida. Adoro filmes, de qualquer jeito. Românticos, tristes, felizes e bestas. Confesso que tenho uma certa predileção pelos dramas melancòlicos, pelos romances ideais, por diálogos inteligentes e roteiros surpreendentes. E é difícil para mim ver um bom filme sem me envolver completamente.

Faço aqui outra confissão: sempre imagino minha vida em um tela de cinema. Imagino diálogos que não aconteceram, trilhas sonoras em fatos corriqueiros, ações de outrem que não estou vendo, extamente como um filme. O filme da minha vida.

E inspirações não me faltam, principalmente nessa época de realização de um dos maiores eventos da minha vida. Aqui, coloco a primeira de muitas. Curtam…


The Dress

Outubro 7, 2008

Por enquanto, apenas uma palavra: ESCOLHIDO!

Vocês imaginam algum modelo? :-)


O lugar para as primeiras semanas casados!

Outubro 6, 2008

Sem dúvida um dos maiores prazeres está em escolher o lugar para lua de mel. Eu tenho um sonho, o Duh outro. Porém conseguimos chegar a um acordo que deixou felizes os dois. Decidimos passar nossas primeiras duas semanas de casados em Paris e Berlim.

Claro que se fosse em circuntâncias habituais, isso não seria possível. O que tivemos foi realmente um presente de Deus. Por enquanto, precisamos apenas gastar com o transfer Paris/Berlim, com a hospedagem em Berlim e com os gastos por lá. O medo de tudo isso sair mais do que planejamos é o bastante, mas amigos vem nos alertando sobre como se comportar nessas cidades européias. Em conversa com o Sadao e  Jairo descobri que Paris é a cidade mais bela do mundo e, ao contrário do que se diz, é uma cidade barata. “Basta saber gastar”, dizem eles.

Paris, ah… Paris. Que ansiedade para conhecer suas tão belas ruas. Imagino eu e o Duh percorrendo os lugares que tantas vezes fui em filmes e fotos. Notre-Dame, Torre Einfel, Louvre, Champs Elysées… O romantismo de pic-nics ao ar livre, do calor do verão europeu…

O hotel escolhido é o Royal Regency Vincennes (https://www.diamondresorts.com/europe/resorts.aspx?property=RRH). Não fica exatamente em Paris, é uma cidadezinha que tem ligação através do metrô. É interior, é mais barato e é uma delícia. Rodeada por parques e castelo medieval, boulangeries com baguetes fumegantes, ruas de paralelepípedos e tudo mais. Se Vincennes fosse em São Paulo, seria São Bernando com interligação de metrô.

Berlim foi idéia do Duh. Conversei com uma amigo que vive lá. “Vocês vão adorar Berlim, é a cidade mais barata da Europa”.  Espero gostar bastante também. História é o que não falta e elogios também.

Foto: Cartier-Bresson.


Depois de muito procurar….

Outubro 6, 2008

Depois de muito procurar conseguimos escolher o lugar onde será feita nossa festa de casamento. Será no belíssimo Sítio Serra do Mar (www.sitioserradomar.com.br). Fiquei muito feliz de termos escolhido este lugar, pois era exatamente o que tínhamos imaginado. Agradeço a Deus pela a oportunidade de fazer do nosso casamento um sonho realmente, mesmo não tendo a consciência real de que esse era realmente um sonho.

Casamento é uma coisa engraçada, pelo menos para mim. Não sabia, de verdade mesmo, que queria tanto uma festa tradicional com direito a cerimônia e tudo mais. Agora, acho isso importante não só para minha família, mas também para mim. E acredito que muito é uma consciência que Deus colocou em mim e no Duh.

Antigamente, bem antigamante, achava era suficiente o juntar das escovas de dentes. Agora vejo que a decisão de morar junto, muitas vezes, é uma coisa que vai acontecendo. Determinado dia, quase que de repente, percebe-se que a balada virou fazer compra do mês, que as suas coisas foram parar no armário de outrem e que as discussões passaram de “onde vamos comer” para “como vamos dividir esta conta de telefone” .

O casamento não. O casamento é uma escolha dos dois. Desde do pedido de casamento ao “sim” no altar. É um ritual que exige tempo de preparo, paciência e determinação. É preciso ver muitos lugares, fazer muitas degustações, receber muitos orçamentos, ponderar, escolher, pensar, preparar. É um preparativo de um ano para uma festa de 5 ou 6 horas, mas é muito mais do que isso. É um antes e depois. Por isso, é tão importante.

Fico feliz por termos feitos essa escolha. Agora, é confiar em Deus, pois tenho certeza de que estamos seguindo os seus caminhos.