Se o que realmente contasse para a construção de uma relação sólida fosse o segundo encontro, eu e o Duh já não estaríamos juntos. Explico. No segundo dia que nos encontramos, ele resolveu que sairíamos eu, a Dri, o Tunico e ele para beber uma cerveja no Real. Vê se pode, o Real, um boteco de esquina (literalmente) totalmente lama.
Lembro até hoje o que senti quando recebi a ligação dele me chamando para sair. E, não sei porque não resolvemos que iríamos sozinhos. O fato é que um sentimento de medo misturado com empolgação apoderou-se de mim enquanto estava a caminho da casa da Dri.
O terceiro encontro, se não me falha a memória, foi uma seção de cinema com todo mundo da banda que ele fazia parte no Bristol. O filme, Constantine, era péssimo, mas a companhia, ótima.
Depois, o primeiro encontro sem a companhia de amigos o tempo inteiro. Ele me levou para jantar no Pub que fica dentro do Consulado Inglês. E foi ótimo.
Lembro do prato que pedi, lembro do jazz tocando ao fundo… Lindo.
Claro que episódios marcantes não faltaram nessas primeiras semanas, quando estávamos nos conhecendo. Uma noite, combinamos de ir com a Ana, a Lu, o Zé e afins no Vivo Open Air. Eu adorava este evento, até hoje não sei porque não tem mais. Eu e o Duh estávamos tão ligados que esquecemos o Zé e a Lu lá, sozinhos e sem carona. E eu só fui lembrar no dia seguinte.
- Duh, acho que esquecemos a Lu e o Zé no Jóquey!
Veio, então o pedido oficial de namoro. O Thiago, que trabalhava no estúdio comigo e já conhecia o Duh de outros amigos, convidou-nos para uma balada no Bunker Loundge ou algo do gênero. Fomos, curtimos, conversamos… Em certa altura da noite, ele faz o pedido oficial como há muito tempo eu não ouvia:
- Você quer namorar comigo?
Fiquei lisonjeada e mais apaixonada, afinal quem é que faz isso nos dias de hoje?
O anúncio oficial foi no dia do aniversário dele, comemorado no Ó do Borogodó, com presença ilustre de amigos em comum e amigos dele. E, desde então, não nos largamos mais.
Alguém se lembra de algo que deixei passar?
